
Jornal Tribuna da Imprensa(SP)
25-04-2008 -
Editoriais.
A Polícia Federal realizou dia 24-04, no Espírito Santo, a Operação-Sufrágio e prendeu 48 fraudadores da Previdência Social.Entre os presos estão a filha e a ex-mulher de um deputado estadual, que é perito médico licenciado do Instituto Nacional do Seguro Social, 3 funcionários da clínica administrada pela filha do deputado, um vice-prefeito e um vereador do município de Cariacica, que é chefe de gabinete do deputado, 5 peritos médicos do INSS, 5 médicos particulares, 14 despachantes e 17 beneficiários. A estrutura criminosa, comandada pelo deputado, Wolmar Campostrini tinha um esquema para conceder auxílios-doença e aposentadoria por invalidez fraudulentos que ainda rendiam votos para o parlamentar nos períodos eleitorais. Só nos últimos seis meses, o prejuízo estimado é de R$ 5 milhões.A operação recebeu o nome de sufrágio depois que investigadores encontraram indícios de aproveitamento político-eleitoral por parte dos criminosos.
Numa reportagem ousada e objetiva , o autor nos remete novamente à triste informação de mais um caso de CORRUPÇÃO em Órgão Público Federal . Desta vez a ação foi realizada nas agências do INSS na Grande Vitória, sendo a quadrilha desarticulada pela competente Polícia Federal. É vergonhoso para nós brasileiros ,termos a cada dia a confirmação de que cidadãos que deveriam zelar pelo dinheiro público e bem estar da comunidade, ( médico perito do INSS, deputado, vereador, vice-prefeito, agentes públicos ) formam verdadeiras “quadrilhas”e se enriquecem ilicitamente às custas do sofrimento dos mais necessitados.
Como os políticos sempre agem corporativamente e sabem que a IMPUNIDADE impera no Brasil, ao cidadão honesto só resta “protestar” por meio do voto consciente.
Um comentário:
Realmente, como os autores do "blog" expuseram, esse é mais um caso de corrupção que ronda os cofres públicos. Infelizmente é a impunidade trabalhando em prol da corrupção. Excelente a abordagem crítica efetuada, mostrando algo que parece lugar comum, mas não é : o voto consciente. Essa “arma” contra a corrupção não pode ser utilizada como um meio de barganha, pois o que iremos perder depois, será muito maior.
Veriane Cabral Lima(aluno do Adm.Ead,turma 5).
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