RANIER RAGON
São Paulo, sábado, 01 de março de 2008
O Jornal Folha de São Paulo pediu aos 594 parlamentares que mostrassem notas de despesas porém só 14 responderam. Contudo iniciativa do jornal irritou parlamentares; o presidente da Câmara diz que repórter "não tem poder de polícia", não é procurador nem juiz. No período em que o congresso se prepara para investigar os gastos públicos em virtude da CPI dos Cartões corporativos, resisti a lidar com sua própria transparência. Entretanto esquece da promessa de campanha de divulgar os dados na internet. A Câmara não fiscaliza as notas fiscais apresentadas. A Folha ouviu críticas ásperas, por meio de telefonemas anônimos, e recolheu relatos de parlamentares que se afirmavam coagidos por colegas e por reuniões de bancadas. Um assessor de gabinete rasgou o ofício na frente do funcionário do jornal. Outros atiraram na lixeira. No Senado, só Eduardo Suplicy (PT-SP) atendeu ao pedido da Folha.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0103200810.htm
Quando um cidadão se investe em um cargo público ele tem ciência que sua vida, em exercício da função, também é pública. São representantes dos eleitores que lhe confiaram o voto. Contudo percebe-se a falta de publicidade daqueles representantes. A atitude ousada do repórter nessa matéria, porque não dizer corajosa, nos leva a uma reflexão dos atos dos representados, que infelizmente a cada dia se mostram tão idênticos e ruins. Poucos são aqueles que ainda não se contaminaram, deixa claro a matéria. Entretanto não se observa tanta indignação com as notícias de corrupção, será a banalização da falta de caráter? Mais uma vez fica o alerta sobre como escolher o representante.

3 comentários:
Assim como aconteceu com os Mensaleiros, Sanguessugas, Reann Calheiros, Severino Cavalcanti, etc.etc.. também os inverstigados na CPMI dos Cartões Corpotarivos - e como são corporativos - não serão punidos, não terão que devolver nada aos cofres públicos , pois os "julgadores" também estão envolvidos nestas maracutaias financeiras que tomaram conta do País e aí num verdadeiro CORPORATIVISMO ,um não condena o outro.
E quando chegar a próxima eleição, o cidadão analfabeto político e dependente das "migalhas" do Governo, elege os mesmos corruptos de sempre que continuarão a roubar ... roubar ... roubar ... e
Assim como aconteceu com os Mensaleiros, Sanguessugas, Renan Calheiros, Severino Cavalcanti, etc,etc.. também os investigados na CPMI dos Cartões Corporativos - e como são corporativos - não serão punidos, não terão que devolver nada aos cofres públicos , pois os "julgadores" também estão envolvidos nestas maracutaias financeiras que tomaram conta do País e aí num verdadeiro CORPORATIVISMO ,um não condena o outro.
E quando chegar a próxima eleição, o cidadão analfabeto político e dependente das "migalhas" do Governo, elege os mesmos corruptos de sempre que continuarão a roubar ... roubar ... roubar ...
É verdade Ivanhoé, temos que ser menos apolíticos e exercer o nosso direito de cidadão. Saber escolher os nossos representantes no Congresso. Os gastos do Congresso já virou piada.
Postar um comentário